A história de Katie Kirkpatrick

Quem acompanha o meu trabalho sabe que procuro escrever ficção, voltado para o terror e suspense sobrenatural. Entretanto, acho que uma boa história deve traduzir a vida das pessoas. Antes de tentar causar medo e apreensão, tento afundar o leitor naquilo que estou escrevendo. Procuro fazer com que o enredo fantástico que criei dialogue com o mundo real. Por isso, observo os eventos que acontecem no cotidiano e submeto-os a um filtro. Este filtro acaba separando os eventos que poderiam se encaixar em uma das minhas criações.
Duas histórias da vida real me chamaram a atenção durante a concepção de A Mão de Celina. Gostaria de compartilhá-las. A primeira é sobre a jovem Katie Kirkpatrick, que inspirou os rumos da personagem Celina.


Katie Kirkpatrik era uma americana de apenas 21 anos de idade. Ela tinha câncer em um estágio muito avançado. Respirar tornou-se uma tarefa difícil e por isso passou a usar oxigênio. A dor era tão intensa que só podia ser amenizada com morfina. Os seus orgãos apresentavam sinais de falência, mas Katie decidiu que a doença não impediria ela de ter o dia mais feliz de sua vida, que seria o casamento com a sua paixão desde o colegial, Nick Godwin de 23 anos.



Nesta foto, Katie e Nick esperam pela enfermeira para começar o tratamento, na manhã de 12 de janeiro de 2005. Nick trabalha no turno da noite e levou a Katie para o tratamento logo após o seu turno de trabalho, três dias antes do casamento. Katie está cansada por não conseguir dormir por causa das suas dores e Nick por ter trabalhado a noite inteira.



Katie segura por alguns minutos alguns dos seus remédios diários antes de tomá-los. Ela tem câncer nos pulmões.


Katie sente muitas dores nos dias que antecedem o seu casamento e precisa tomar morfina e outros medicamentos para ajudá-la. Sua mãe, Niki Kirkpatrick, pede licença do trabalho para cuidar de sua filha que agora precisa de ajuda constante.



Nick Godwin, a direita, descansa um pouco enquanto a sua noiva passa por um procedimento para reduzir a quantidade de fluído que seu corpo está retendo. Nick trabalhou a noite inteira e logo após, levou sua noiva pra fazer o tratamento, 3 dias antes do casamento.


Katie coloca seus brincos minutos antes do seu casamento.


Katie e Nick ficam juntos após o casamento e esperam enquanto o fotografo do casamento se prepara para tirar as fotos.


Finalmente, Katie realiza seu sonho e se casa com Nick, esse que foi a sua paixão desde o colegial, em 15 de janeiro de 2005.


Dave Kirkpatrick faz um sinal de positivo para o seu novo genro enquanto admira o novo casal junto com a sua esposa Niki, logo após a cerimônia de casamento.


Nick canta uma música na pista de dança demonstrando todo o seu amor pela sua nova esposa.



Katie descansa por alguns minutos durante a sua festa de casamento. Ela estava exausta e sua face estava tão branca quanto o seu véu. Cinco dia depois do casamento, Ketie perde a luta contra o câncer. Ela não permitiu que a doença a impedisse de viver, de ter fé e esperança que fez ela acreditar que teria um futuro. Ela teve um casamento muito bonito, teve amor e deu amor. O amor nunca morre. E foi assim que Katie venceu o câncer.

Resenha de "O Planeta dos Macacos" - Pierre Boulle






Sinopse:


No ano de 2500, o professor Antelle, o físico Arthur Levain e o jornalista Ulysse Mérou deixam a Terra. Eles embarcam numa nave cósmica, em direção ao extraordinário sol vermelho Betelgeuse, na constelação de Órion.

O destino encontra-se a 300 anos-luz da Terra e até atingi-lo passam-se, em nosso planeta, cerca de três séculos e meio, enquanto os viajantes, devido à dilatação do tempo, têm a sensação de passarem-se apenas dois anos. Finalmente, eles se surpreendem ao aterrissar em um planeta com cidades, casas, florestas...Um planeta igual à Terra?

Quase. Existe uma diferença: aqui, os macacos reinam e os homens vivem em estado selvagem, quando não estão enjaulados e escravizados. O que terá acontecido com a espécie humana?

Opinião:


Por já ter visto todos os filmes da mitologia O Planeta dos Macacos, tanto os recentes como os antigos, não me senti impactado pelas informações e reviravoltas presentes no livro. Lamento por isso. Porém, tentando me colocar no lugar de uma pessoa que tenha lido o romance de Pierre Boulle em 1963 (ano de lançamento), consigo sentir a importância que a história representou para a sua geração. 

O Planeta dos Macacos vai fundo nos conceitos que as adaptações exploraram. Merece o rótulo de clássico da ficção científica. Faz críticas sociais veementes e conduz o leitor por uma trama crível, apesar de muito fantasiosa. Pierre conseguiu fazer com que a ideia de macacos usando ternos e dirigindo carros não soasse ridícula. Muito pelo contrário.

Tecnicamente, o livro não é cansativo. A proposta da história poderia ter gerado o dobro de páginas, contudo, o autor somente foi prolixo nas partes que eram necessárias. Recebemos informações suficientes para compreender o planeta e a sociedade onde Ulysse Mérou acaba parando. 

As pessoas que não assistiram aos filmes (existe alguém?) encontrarão na obra uma história surpreendente e inesquecível.

As pessoas que assistiram aos filmes talvez não vejam muito sentido em ler o livro. Exceto aquelas que, como eu, são fãs da mitologia.

Resenha de "Contos de Amor e Crime" - Afobório


Sinopse: 

Amor, brutalidade, crime, drogas, esperança.
Respeito.
Discriminação social, racial.
Estes são os ingredientes que norteiam a vida de Jozz, o protagonista deste romance violento.
Negro, pobre, morador da favela, sem nenhuma estrutura familiar, Jozz é o anti-herói que até admiramos, que até compreendemos, mas que queremos longe de nossas casas e de nossas vidas.
Você poderá amá-lo ou poderá odiá-lo. Tudo depende das situações que você viu, ouviu e viveu.
Através de um texto cru, direto e impetuoso, o escritor Afobório não mede palavras, e nem teme os militantes do politicamente correto ao falar sobre preconceito e segregação social, perturbando e colocando o leitor a refletir sobre o seu papel em um país que ainda esconde seu racismo, enfeita sua miséria, e ignora esta bomba-relógio que ameaça explodir a qualquer instante.
Neste contexto, Jozz é um perigo.
Mas quem não é?

Opinião:


O novo livro de Afobório é um tapa na cara.

Ou melhor: uma facada no peito. E, depois da facada no peito, o autor cutuca a ferida até o leitor jorrar sangue.

Os temas da história são o preconceito racial e a criminalidade. A ficção (?) está envolta por uma realidade inconveniente que as pessoas tentam maquiar. É cômodo fingir que determinadas coisas não existem...

A narração e os diálogos são gostosos de ler. O personagem principal é um bandido que invariavelmente conquista a simpatia do leitor. Talvez simpatia seja exagero. O personagem conquista no mínimo a compreensão do leitor em alguns momentos. 

Enfim, o livro é muito bem escrito, pois Afobório é um escritor que tem experiência naquilo que faz.

Contos de amor e crime entretém, mas também educa. Não tomo as verdades do livro como absolutas, porém, são coisas que exigem pelo menos uma profunda reflexão na cabeça de cada um.

Por isso eu acho que é um livro que deve ser lido por todos.

Agradeço ao Afobório e à Editora Os Dez Melhores por trazer ao mundo esta grande obra.

Está chegando a hora




Em 2012, coloquei em prática aquilo que era o meu sonho na época.

Pus à disposição das pessoas O Sobrado da Rua Velha, que outrora fora lido por parentes e amigos muito corajosos, rsrs... Mesmo com as dificuldades provenientes de uma primeira publicação, consegui que uma quantidade significativa de pessoas o lesse. Vieram críticas e elogios. Não acho que ele mudou a vida de alguém, mas pelo menos ninguém veio me xingar depois de ler. Conheci pessoas interessantes e fiz mais algumas coisas neste universo das letras. Coisas simples, mas que me deram imensa satisfação.
Então escrevi “A Mão de Celina”, cujos exemplares ontem chegaram às minhas mãos. 

Gostei muito de escrevê-lo, de verdade. 

Se o primeiro livro eu resolvi compartilhar com medo, esse eu compartilho com confiança! Adoraria que as pessoas que se identificassem com a história o conhecessem. Coloquei no texto temas que mexem com alguns sentimentos das pessoas. Se isso vai ser algo significativo, somente o tempo irá dizer. 

A confiança vem da parceria com a Editora Os Dez Melhores, liderada por Jana Lauxen e Afobório Feito de Carniça. Uma parceria que já vem de dois anos, baseada no profissionalismo e na amizade. Quem vai dizer se o texto é bom são os leitores, porém, o livro como produto é fantástico graças a eles.

Também um agradecimento especial à Vera Regina Sperling Soares, que diretamente me ajudou a tornar realidade este novo projeto.

Vejo todos no lançamento, dia 11 de junho!



A Mão de Celina





A Mão de Celina
Editora Os Dez Melhores - 246 páginas - 1ª edição: abril de 2014

Quando perdemos uma pessoa para a morte, a perdemos para sempre.

Era no que acreditava Edu depois de enterrar Celina, sua jovem esposa, vitimada por um câncer galopante. No entanto, bastou conhecer sua nova namorada, Jana, para descobrir que os mortos também podem voltar.

Alguns para contar o que existe do outro lado; outros para mostrar que os caminhos da vida e da morte não somente se cruzam, como são exatamente os mesmos. Se da morte só conhecíamos o nosso próprio medo, agora chegou a hora de dar a mão para Celina, e deixar que ela nos conduza por este labirinto sombrio e íngreme que desconhecemos, que tememos, mas pelo qual somos fascinados.

O mundo dos vivos e dos mortos é o mesmo mundo.

E Edu irá entender que, quando perdemos uma pessoa para a morte, não a perdemos para sempre.

Há quem volte para contar.

E há quem volte para fazer ainda mais.